Bola da vez

Bem adaptada ao calor brasileiro, melancia bate recorde de produção e exportação em 2016

Pedro Orita, um dos principais produtores de melancia em teideira de freitas, BA

 

A origem da palavra melancia em português não veio dos indígenas, já que a fruta foi trazida para a América do Sul pelos espanhóis, e por isso só ficou popular de verdade no Brasil na década de 1950, quando começaram a chegar famílias de japoneses e norte-americanos em busca de um futuro tão fértil quanto nossas terras. O dicionário Aurélio explica que melancia, em português, é uma junção de “balancia”, derivada de “Valencia”, cidade da Espanha, com melão, como os americanos chamam a fruta de watermelon, ou seja, “melão d’água”. Apesar do nome importado, a melancia brasileira faz bonito quando o assunto é exportação. O Brasil é atualmente o quarto maior produtor mundial, perdendo apenas para China, Turquia e Irã, enquanto Europa, Mercosul e Rússia estão entre maiores importadores.

A grande diferença é o uso intensivo de tecnologia avançada e esse é o principal investimento nas minhas fazendas. Sou o pioneiro em uso de AMS em plantio e pulverização na região, investimento de R$ 5 milhões nos últimos cinco anos, e já tivemos retorno financeiro

Pedro Orita
Produtor de Hortifruti - Teixeira de Freitas-BA

 

Pedro Orita, um dos principais produtores de melancia em Teixeira de Freitas, BA, nascido em Ribeirão Branco, no interior de São Paulo, Orita está casado há 24 anos com Elissandra Teobaldo, presidente da APMEX. Os dois deixaram o estado paulista para morar no sul da Bahia e continuar a vocação das duas famílias: o plantio de hortaliças. “Quando chegamos nosso filho mais velho tinha apenas dois anos e começamos tudo do zero. Plantamos tomate, pimentão, maxixe até decidirmos investir na melancia. E aí nossa vida mudou. Foi graças a ela que conseguimos comprar a fazenda que a gente tanto sonhava e criar nossas três crianças. E é nela que vamos continuar investindo”, conta Elissandra.

 

Com os recentes desafios econômicos enfrentados pelo país em 2016, a valorização do dólar trouxe alta nos custos de produção, já que muitos insumos são importados, mas também favoreceu o preço da melancia brasileira em mercados competitivos de exportação.