NOTÍCIA 09 de julho de 2026
Não há mais tempo para esperar: para os produtores brasileiros, o futuro da agricultura já chegou
Por Vinicius Fonseca, Gerente de Negócios de Agricultura de Precisão para a América Latina, John Deere
Resumo do artigo
- O clima tropical do Brasil permite que os produtores realizem mais de uma safra na mesma área ao longo do ano, aumentando a complexidade operacional e a necessidade de um gerenciamento integrado entre máquinas, pessoas e atividades agronômicas.
- Expandir a conectividade no campo brasileiro por meio de soluções como o JDLink™ Boost é essencial para ampliar a adoção e utilização de tecnologias, especialmente considerando que aproximadamente 70% das regiões agrícolas do país não contam com cobertura celular confiável.
- O John Deere Operations Center™, oferece aos produtores informações em tempo real sobre máquinas, operações e dados agronômicos das lavouras, permitindo melhor gerenciamento das atividades, tomadas de decisão mais rápidas e melhores resultados para o negócio.
- Tecnologias como o See & Spray™, ajudam os produtores brasileiros a reduzir o uso de herbicidas e aumentar a produtividade e sustentabilidade.
- A produção de cana-de-açúcar demonstra como tecnologias como o Cane Advisor™, podem potencializar práticas agrícolas já consolidadas, ajudando produtores e usinas a otimizar a eficiência da colheita, reduzir o consumo de combustível, minimizar perdas e melhorar a logística das operações
Você sabia que o Brasil é uma das maiores potências agrícolas do mundo?
E, para atender à crescente demanda global por alimentos, fibras e energia renovável, o mundo dependerá dos produtores brasileiros mais do que nunca.
À primeira vista, o motivo parece simples: o Brasil é um país de dimensões continentais. Hoje, está entre os maiores produtores e exportadores mundiais de commodities como soja, milho, algodão, café e açúcar.
Mas a força do agro brasileiro vai muito além da escala. O que torna o país verdadeiramente único é a forma como sua agricultura evoluiu para prosperar em condições tropicais, um cenário muito diferente daquele encontrado em outras grandes regiões agrícolas do mundo.
Por isso, a verdadeira história está em como os produtores brasileiros se adaptaram a essa realidade.
É uma história de inovação, eficiência operacional e capacidade de gestão. E, ao mesmo tempo, uma janela para o futuro da agricultura que o mundo depende e precisa conhecer.
Quando o clima tropical cria oportunidades e, também, desafios
O clima tropical oferece aos produtores brasileiros uma vantagem que muitos agricultores ao redor do mundo gostariam de ter.
Enquanto em diversas regiões agrícolas existe apenas uma safra por ano, no Brasil é comum que a mesma área produza duas safras no mesmo ciclo agrícola. Em algumas regiões irrigadas, é possível até mesmo produzir uma terceira safra.
Essa capacidade de produzir mais no mesmo hectare foi fundamental para transformar o Brasil em uma potência agrícola global. Mas ela também traz um enorme desafio operacional.
Tomemos como exemplo a soja. Em muitas regiões, ela é plantada em setembro e colhida entre janeiro e fevereiro. Assim que a colheita termina, começa imediatamente o plantio da segunda safra, normalmente milho ou algodão.
Nesse momento, o tempo se torna um dos fatores mais críticos da operação. Os produtores precisam concluir o plantio antes do fim do período ideal de chuvas, pois atrasos podem impactar significativamente a produtividade. Em algumas regiões, estima-se que a perda de potencial produtivo da segunda safra possa chegar a aproximadamente 1% por dia de atraso no plantio.
Nesse contexto, produtividade não significa apenas produzir uma boa lavoura e ter uma safra bem-sucedida.
Significa gerenciar com excelência uma operação complexa, na qual plantio, tratos culturais, colheita, logística e gestão precisam funcionar de forma integrada, dentro de janelas ideais e, muitas vezes, em áreas extensas e distantes.
Como a agricultura conectada ajuda a gerenciar operações complexas?
Para ter sucesso nesse ambiente, gerenciamento é fundamental. E gerenciamento depende de previsibilidade.
No entanto, obter dados em tempo real ainda é um desafio para muitos produtores brasileiros. Aproximadamente 70% das áreas agrícolas do país não contam com cobertura celular confiável, o que dificulta o monitoramento das operações, a gestão das máquinas, a gestão agronômica e o acesso às informações no momento em que as decisões precisam ser tomadas.
Por isso, cada vez mais produtores buscam expandir a conectividade de suas operações utilizando soluções como o JDLink™ Boost, que combina tecnologias de comunicação de modem e satélites para ampliar a cobertura em regiões com sinal celular limitado ou inexistente.
Essa conectividade se torna a base para um ecossistema digital capaz de transformar dados em tomadas de decisões e, consequentemente, em resultados.
É o caso do John Deere Operations Center™, plataforma digital que integra informações de máquinas, agronômicas e operacionais para gerar insights para tomadas de decisão ao longo de toda a safra.
Com informações em tempo real do que está acontecendo no campo, os produtores podem tomar decisões mais rápidas, aumentar a eficiência operacional e maximizar a produtividade, impulsionando os resultados do negócio.
No campo, tecnologias como o See & Spray™ levam essa transformação para um novo patamar. Utilizando visão computacional para identificar plantas daninhas em tempo real, a solução realiza aplicações apenas onde é necessário, reduzindo o uso de herbicidas em até 90%.
A oportunidade não está em reinventar a agricultura brasileira. Está em fortalecer sistemas de produção que já são altamente eficientes. Ao melhorar a previsibilidade, o gerenciamento e a precisão, as tecnologias conectadas podem ajudar os agricultores a aproveitarem ao máximo o ciclo de cada safra e a continuarem desenvolvendo as vantagens que fizeram do Brasil uma superpotência agrícola.
O que a cana-de-açúcar revela sobre o futuro da agricultura no Brasil?
Poucas culturas demonstram de forma tão clara a complexidade da agricultura brasileira e, o potencial da tecnologia, quanto a cana-de-açúcar.
Diferente das culturas anuais que são plantadas e colhidas em uma única safra, a cana-de-açúcar é uma cultura semiperene. Uma vez estabelecida, ela permanece produtiva por vários anos, permitindo que ela seja colhida várias vezes antes que o replantio seja necessário.
Por isso, a longevidade e a produtividade na cana-de-açúcar estão diretamente relacionadas à preservação da cultura, do sistema radicular e do solo.
Durante operações como pulverização e colheita, é fundamental minimizar a compactação do solo e proteger a soqueira da cana-de-açúcar. Para isso, as máquinas precisam trafegar nas mesmas linhas com precisão.
Mas os desafios não terminam no campo.
No sistema de produção de cana-de-açúcar, toda a cadeia logística, do campo à usina, é muito crítica. A matéria-prima deve ser transportada e processada em poucas horas após a colheita para evitar perdas de qualidade e rendimento industrial.
Isso exige um gerenciamento extremamente preciso entre colhedoras, transbordos, caminhões e a indústria (usina).
É exatamente nesse cenário que a tecnologia pode fazer uma diferença significativa e gerar valor.
Soluções como o Cane Advisor™ combinam conectividade, coleta de dados e sensores ópticos para monitorar, em tempo real, indicadores como produtividade, níveis de impureza vegetal, desempenho operacional e consumo de combustível por tonelada colhida.
A solução também ajusta automaticamente as configurações da colhedora para equilibrar limpeza e perdas durante a operação.
O resultado é uma colheita mais eficiente, menor consumo de combustível, redução de perdas e um gerenciamento logístico mais eficaz. Tudo isso apoiado pelo John Deere Operations Center™, que reúne em uma única plataforma os dados agronômicos, operacionais e das máquinas, proporcionando maior previsibilidade da operação e contribuindo para decisões mais rápidas, melhor gerenciamento das atividades e ganhos de produtividade.
Construindo a infraestrutura por trás da agricultura conectada
O futuro da agricultura brasileira não é algo distante. Ele já chegou.
Mas os produtores não adotam novas tecnologias simplesmente porque são inovadoras. A adoção acontece quando essas tecnologias geram valor real para o negócio. Valor que se traduz em maior produtividade, melhores decisões agronômicas, mais eficiência operacional e maior rentabilidade.
Para que isso seja possível, é necessário muito mais do que tecnologias avançadas.
É preciso uma base sólida: conectividade, capacitação, suporte técnico e infraestrutura digital que permita a integração da tecnologia às operações do dia a dia.
Quando essa base está presente e é combinada com dados agronômicos e operacionais de alta qualidade, a informação se transforma em conhecimento. E conhecimento se transforma em decisões melhores no campo.
Com a infraestrutura adequada e uso das tecnologias no campo, os produtores brasileiros continuarão liderando o mundo em inovação, combinando gerações de conhecimento agrícola com tecnologias digitais para produzir de forma cada vez mais sustentável e atender à crescente demanda global por alimentos, fibras e energia renovável.
Destaques do artigo
"Os produtores não adotam novas tecnologias simplesmente porque são inovadoras. A adoção acontece quando essas tecnologias geram valor real para o negócio. Valor que se traduz em maior produtividade, melhores decisões agronômicas, mais eficiência operacional e maior rentabilidade."
"A oportunidade não está em reinventar a agricultura brasileira. Está em fortalecer sistemas de produção que já são altamente eficientes. Ao melhorar a previsibilidade, o gerenciamento e a precisão, as tecnologias conectadas podem ajudar os agricultores a aproveitarem ao máximo o ciclo de cada safra e a continuarem desenvolvendo as vantagens que fizeram do Brasil uma superpotência agrícola."
Sobre a John Deere
Não importa se você nunca dirigiu um trator, cortou a grama ou operou uma escavadeira. Com o papel de ajudar a produzir alimentos, fibras, energia e infraestrutura, a John Deere trabalha para cada pessoa no planeta. Tudo começou há quase 200 anos, com um arado de aço autolimpante. Hoje, a John Deere impulsiona a inovação nos setores de agricultura, construção, florestal, jardinagem, sistemas de energia e muito mais.
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