Notícia   08 de Novembro de 2017

Fábrica a céu aberto: John Deere discute gestão no agronegócio em evento sobre educação executiva

Para ampliar ainda mais a força da agricultura brasileira, de forma que os produtores aprendam as lições tanto da indústria quanto de quem vive o dia a dia no campo, Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil, se juntou a Walter Horita, um dos maiores produtores de algodão do País, em um debate sobre como conceitos de gestão e eficiência podem ser aplicados no universo agrícola. Eles participaram do debate “Lições de gestão em uma indústria a céu aberto”, realizado nesta terça-feira (7/11) no evento Futuro Fértil/HSM Experience, em São Paulo (SP).

 

Em sua fala, Paulo Herrmann disse o mundo está na era de tecnologia de ponta e, para acompanhar tal nível de desenvolvimento, a gestão em uma propriedade deve ser integral, considerando também as relações humanas e tudo o que envolve a atividade agrícola.

 

“Hoje temos tecnologias que estão nas sementes, nos defensivos e nas máquinas. Há a necessidade de ter uma estrutura, dentro e fora da porteira, que pense desde processos e retenção de pessoas até ter uma cadeia produtiva que também seja moderna, com representantes e entidades capazes de acompanhar o desenvolvimento do agronegócio e as novidades tecnológicas”, disse.

 

Durante a conversa, o executivo da John Deere lembrou que a expressão “fábrica a céu aberto” significa, antes de tudo, riscos. “O principal risco que um agricultor sofre é o climático. Outro ponto é preço, já que as commodities estão em Bolsas. O que dá para controlar então? A gestão! E isso passa por ter melhores práticas e também recursos humanos que saibam atuar na agricultura atual, que pode ser muito complexa pelas diversas safras ou ter Integração Lavoura-Pecuária-Floresta”, disse.

 

Citando conceitos amplamente aplicados na indústria, Herrmann disse as fazendas podem aplicar melhoria contínua e qualidade total nos processos. Já para os recursos humanos, destacou a importância de não somente atrair, mas também desenvolver e reter colaboradores. Segundo Herrmann, o campo hoje tem um índice de rotatividade considerado alto, em torno de 15% a 20%.

 

Já Walter Horita, com experiência de três décadas no plantio e vindo de uma família de agricultores, lembrou que a trabalhar com a agricultura exige resiliência e também realizar ações estimando uma “margem de manobra” para as decisões, uma vez que a atividade é muito permeável de influências externas. O produtor também abordou questões como sucessão rural e contou como conseguiu fazer com que o algodão da família fosse de um produto desconhecido para um produto valorizado internacionalmente.