Releases   Outubro 30, 2015

John Deere participa do 1º Fórum Agronegócio e discute tecnologia e sustentabilidade na produção agrícola

Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil, e demais palestrantes reunidos durante o fórum. (Foto: Divulgação)

Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil, e demais palestrantes reunidos durante o fórum. (Foto: Divulgação)

Nas últimas décadas, o Brasil conquistou posição de destaque no cenário da agricultura mundial e atualmente é responsável pela alimentação de milhões de pessoas. E isso só foi possível porque aliou fatores peculiares do país, como a localização geográfica nos trópicos e áreas disponíveis, com a adoção de tecnologias que auxiliam nas produções recordes. Apesar disso, novos desafios se apresentam no horizonte do agronegócio brasileiro, como produzir mais em uma mesma área e, ao mesmo tempo, trabalhar com consciência ecológica. Para discutir o futuro do setor, uma série de personalidades se reuniram nesta segunda-feira, 26/10, no 1º Fórum Agronegócio – Agricultura do Futuro, promovido pela revista EXAME.

Paulo Herrmann, presidente da John Deere, foi um dos palestrantes convidados a pensar como incrementar a vocação agrícola do Brasil e otimizar a produção. Ele participou do debate “Do drone à computação em nuvem: as novas tecnologias e o próximo salto de produtividade da agricultura brasileira”, com Roger Ingold, presidente da Accenture, José Carlos Carramate, diretor da Precision Planting da Monsanto, e mediação de André Lahóz, diretor de redação da revista EXAME.

No evento, o executivo da John Deere disse que a indústria de máquinas já entrega a última geração de tecnologia – na forma de agricultura de precisão. O momento atual agora é o da geração e transmissão de dados. Herrmann explicou que para aproveitar a agricultura tropical a tendência é a tecnologia e a informação estarem cada vez mais disponíveis e o produtor gerir melhor seu negócio.

“Há anos os agricultores pediram para a John Deere colocar os escritórios deles nas máquinas, e nós fizemos. Agora eles querem que coloquemos as máquinas nos escritórios deles”, explicou.

Contudo, disse Paulo Herrmann, não basta ter inovação e tecnologia se a cadeia não acompanhar os avanços – inclusive nas demandas sociais, como produzir e preservar.

“Não é preciso abrir novas terras, mas sim saber produzir considerando a preservação. Um dos melhores exemplos é a Integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), um modelo revolucionário desenvolvido no Brasil", disse.

Por fim, para o presidente da John Deere, para que o Brasil se consolide como a principal potência agrícola do mundo falta ultrapassar gargalos gerenciais e estruturais.

“Temos que qualificar cada vez mais a mão de obra: desde diminuir a rotatividade dos profissionais do campo até incluir gestão nos cursos agrícolas. Além disso, é preciso uma legislação trabalhista pensada para o trabalho rural e uma melhora nas telecomunicações, de forma que os dados gerados pelas máquinas agrícolas possam ser transferidos com qualidade para que o produtor possa utilizar a informação”, finalizou.

O Fórum Agronegócio – Agricultura do Futuro contou ainda com um debate sobre sustentabilidade e apresentação de startups voltadas ao agronegócio.