RELEASES   Agosto 04, 2015

“Integrar sistemas é a resposta do Brasil ao mundo para a produção de alimentos, energia e fibras”, diz Paulo Herrmann, presidente da John Deere, no 14º Congresso da ABAG

Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil, um dos palestrantes do 14º Congresso da Abag

Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil, um dos palestrantes do 14º Congresso da Abag

Herrmann apontou oportunidades e debateu os desafios para realizar a produção do agronegócio o ano todo

Com extensa área agriculturável, produtividade recorde em grãos e o segundo maior rebanho do mundo, o agronegócio brasileiro é um dos principais produtores de alimentos, energia e fibras do planeta. Para Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil, o Brasil avançou nas últimas décadas por meio de duas revoluções: o plantio direto e a inclusão da safrinha. O modelo agora avança para uma terceira revolução: a intensificação sustentável de sistemas, com a produção otimizada em uma na mesma área. “A integração oferece as mais variadas aptidões. É importante que se otimize os recursos ativos da propriedade”, disse Herrmann no 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em São Paulo (SP), com o tema “Sustentar é Integrar”.

Herrmann, que também é presidente da Rede de Fomento Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), participou do painel “Agronegócio Brasileiro, Produção 365 Dias”, que também contou com a participação do sócio-consultor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, e presidente da Cocamar, Luiz Lourenço.

"Com a população crescente e a necessidade de alimentos, a solução que o agronegócio pode dar é por meio da intensificação sustentável: a produção que acontece em uma mesma área, sem abertura de terras", complementou.

De acordo com o executivo, a experiência da aproximação da indústria com a Rede de Fomento pode auxiliar para que a integração seja efetivamente colocada na prática. Para tanto, disse Herrmann, é preciso que os jovens universitários conheçam a aprendam a gerir fazendas integradas. Além disso, comentou que é preciso que a legislação trabalhista seja atualizada para a realidade do homem do campo, que trabalha nos fins de semana por exemplo.

Por fim, Paulo Herrmann destacou que o campo é conhecido por sua produtividade e eficácia da “porteira para dentro”. No entanto, ressaltou que ainda existe espaço para uma melhor otimização e gestão profissional. "Vamos nos concentrar nos aspectos que nós podemos agir, como, por exemplo, estabelecermos a 'qualidade total' no campo, algo que já temos no mundo indústria. Dessa forma, vamos fazer que a agricultura brasileira produza cada vez mais e de forma sustentável", disse.