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SUÍNO: TENDÊNCIA DE PREÇOS FIRMES NESTE 2º SEMESTRE DE 2011

Suínos Os preços do suíno vivo e da carne suína estão em tendência altista neste segundo semestre de 2011. Os preços dos suínos, ao longo das duas primeiras semanas de julho, reverteram os resultados negativos acumulados desde maio e retomaram o crescimento. Em Minas Gerais, o preço do quilo do suíno vivo está em R$ 3,20, o que representa uma valorização de 41,6% frente aos preços praticados em junho e de 68,4% se comparado com a cotação média praticada em maio. A tendência é de novos aumentos até o final deste mês. A retomada dos preços se deve à redução da oferta de carne de suíno no mercado interno. Nas duas primeiras semanas de julho, o mercado de suínos mostrou uma retomada nos valores pagos pela carne. Em Minas Gerais, a procura por parte dos frigoríficos está aquecida. O preço do quilo do suíno deve atingir R$ 3,40 até o final do mês. A retratação nos preços observada ao longo de junho foi considerada atípica, uma vez que as temperaturas amenas estimulam o consumo do produto, promovendo os preços.

A tendência é de que os preços continuem em alta em todo o país, porém não mais tão expressiva como a observada nas últimas duas semanas. Entre junho e maio, os preços do quilo do suíno vivo variaram entre R$ 1,90 e R$ 2,26 em Minas Gerais. O aumento da oferta e a desvalorização dos preços pagos pelo produto foram provocados principalmente pelas especulações de mercado que apontavam uma oferta no mercado interno muito inferior a demanda, o que alavancou o abate dos animais. A principal justificativa foi o anúncio de embargo a 85 agroindústrias brasileiras pelo governo russo e a pressão dos grandes compradores para que os preços fossem reduzidos. Com a possível suspensão da comercialização, os produtores, com receio da diminuição de animais para exportação e com os custos de produção em alta, despejaram a produção no mercado interno. Em maio, o quilo vivo foi comercializado a R$ 1,90, enquanto os custos de produção estavam em R$ 2,70.

A consequência foi o alto número de animais no Sudeste e Centro-Oeste vindos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, caracterizando uma grande oferta de suínos vivos e redução dos preços de vendas. Aliada a estes fatores, os custos de produção, em junho, atingiram recordes, principalmente pelo alto valor de venda das sacas de milho, inviabilizando grande parte das produções. Os produtores de suínos do Sul e Sudeste do país registraram prejuízos elevados durante os últimos dois meses.

Produção de Suínos A receita com as vendas externas de carne suína brasileira somaram US$ 735,267 milhões no primeiro semestre deste ano, aumento de 11,2% com relação aos US$ 661,301 milhões do mesmo período de 2010. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 12,3% nos preços médios, que passaram de US$ 2.452/tonelada no primeiro semestre de 2010 para US$ 2.755/tonelada de janeiro a junho deste ano. Em volume, entretanto, houve queda de 1,0%, para 266.853 toneladas, contra 269.697 toneladas embarcadas no primeiro semestre de 2010. Os principais destinos da carne suína brasileira no acumulado do ano foram a Rússia, com receita de US$ 339,428 milhões e embarques de 108,663 mil toneladas, esse volume representou 40,72% do total exportado. Hong Kong pagou US$ 118,722 milhões por 51,861 mil toneladas (19,43% de participação). A Argentina veio em terceiro lugar, com US$ 55,937 milhões e 19,045 mil toneladas, fatia de 7,14% do volume total; Ucrânia, com US$ 53,992 milhões e 17,9 mil toneladas, com participação de 6,71% e Angola, com US$ 39,923 milhões, 17,122 mil toneladas e 6,42% de representatividade. Somente em junho, as exportações de carne suína avançaram 29,65% em receita, passando de US$ 117,342 milhões para US$ 152,134 milhões. Os preços praticados no período foram de US$ 2.884/tonelada, incremento de 15,39% ante os US$ 2.499/tonelada de junho de 2010. Em volume, também houve crescimento, de 12,35%, passando de 46,952 mil toneladas para 52,752 mil toneladas. Esse bom desempenho de junho aconteceu, mesmo com o embargo russo, iniciado em 15 de junho. Os importadores e exportadores anteciparam negócios e embarques na primeira quinzena do mês.

Em junho, os embarques à Rússia totalizaram 24,664 mil toneladas, alta de 19,59% ante junho de 2010 e receita de US$ 77,85 milhões, aumento de 36,01%. Foram as compras russas que garantiram o bom desempenho das exportações de carne suína no mês de junho. Sobre o embargo russo, a entidade segue confiando em uma solução positiva para breve. A Abipecs continua otimista, pois espera para breve a reabertura do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso e a aprovação de nova lista de estabelecimentos certificados dentro dos critérios mais rigorosos da autoridade sanitária russa. Ainda na análise das exportações de junho, as vendas para Hong Kong, segundo maior comprador da carne suína brasileira, somaram 9,695 mil toneladas e US$ 24,12 milhões, aumento de 8,64% em volume e 30,10% em valor. Para a Argentina, os embarques totalizaram 2,473 mil toneladas e receita de US$ 7,36 milhões, altas de 27% e 33,57%, respectivamente e para a Ucrânia, as exportações foram de 3,205 mil toneladas e US$ 10 milhões, recuos de 23,72% e de 10,52%. O Japão confirmou o envio de missão veterinária ao Brasil na segunda quinzena de agosto. Após dois anos de intensa troca de informações, o Estado de Santa Catarina deve ser visitado, criando importante expectativa de abertura do maior mercado importador do mundo.

Fonte: Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica

Especial: Perspectivas para 2011/2012




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