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BOI: TENDÊNCIA DE ALTA DOS PREÇOS NO 2º SEMESTRE DE 2011

Bois O período de entressafra deste ano dá sinais de que a arroba do boi gordo pode repetir ou até superar os preços elevados registrados em 2010. Após a cotação superar os R$ 100,00 por arroba, Em São Paulo, o indicador à vista do boi gordo apurado pela Esalq/BM&F em quatro regiões do Estado de São Paulo, já superou essa marca. A última vez que a cotação esteve nesse patamar foi em 17 de maio, marcando R$ 100,28 por arroba. Neste mesmo período em 2010, o indicador à vista mostrava preços do boi gordo na região apurada de R$ 83,86 por arroba. Na primeira quinzena de novembro do ano passado, atingiu R$ 117,18 por arroba, a maior cotação à vista da série histórica do indicador. A oferta restrita de animais para abate é o fator que está pressionando positivamente os preços da arroba do boi gordo. O clima frio e as geadas ocorridas causaram prejuízos às pastagens e muitos animais que estavam no pasto voltaram, isto é, perderam peso em função da baixa disponibilidade de capim. Nos próximos dias, ficará mais claro qual é a intensidade dessa restrição de animais, já que, com a trajetória de alta do mercado, os pecuaristas podem ficar animados em vender seus animais. Entretanto, se não houver mudança na oferta de boi gordo, a tendência de alta continuará por toda a entressafra.

Os preços da arroba do boi no Brasil devem mesmo voltar a patamares mais elevados no segundo semestre deste ano. Isso porque a oferta de animais não foi recuperada como o esperado e o volume de abates deve ficar um pouco menor que o ano passado. Apesar disso, os preços não devem chegar a picos tão altos, dado principalmente à queda na demanda pela proteína no Brasil. Os preços deste primeiro semestre ficaram 28,5% mais altos que o mesmo período do ano anterior. Desde o final do ano passado, quando o preço do boi chegou a patamares médios de R$ 115,00 a arroba, dado principalmente à baixa oferta de animais, ocasionada pelo grande volume de abates de matrizes nos últimos anos, o preço do animal seguia em patamares mais elevados no Brasil. De janeiro a maio deste ano, a arroba seguia cotada acima dos R$ 100,00, e somente ao final do quinto mês os preços começaram a recuar. Essa queda inicial foi causada por dois fatores: o primeiro foi em função do clima que trouxe o frio e a seca antecipadamente, um fato que levou os pecuaristas do País a antecipar a engorda e a entrega dos animais. Com o frio e as secas, os produtores que já tinham o animal pronto resolveram comercializá-los logo para que eles não perdessem peso, e com isso os preços também recuaram.

Produção de Boi A segunda razão é a menor demanda interna pela proteína, dado aos altos valores encontrados no mercado. O consumo de carnes não está ruim e nem pequeno, ele apenas deixou de crescer. Mas já estamos em patamares bastante elevados no consumo. Entretanto, isso ajudou a deixar o mercado mais conservador em relação aos preços, que por fim recuaram ao final de maio, e no mês de junho. No entanto, o movimento de baixa que animava os consumidores durou pouco, pois neste mês as cotações já voltaram a ultrapassar a casa dos R$ 100,00 a arroba, novamente por conta de uma oferta ainda menor nestes primeiros dias do mês. Os poucos pecuaristas que ainda possuem lotes de animais se mostram resistentes em negociar, apostando em novos reajustes dos preços.

Os produtores seguram as vendas para aproveitar o momento, pois o pico da entressafra é em setembro e outubro, e os preços tendem a ficar mais altos nessa época. Muitos pecuaristas que têm condições de manter o gado em sua propriedade nessa época esperam para vender e conseguir um lucro maior. A recuperação do volume de abates só deve começar de fato no ano que vem, e de forma progressiva até a adequação total do rebanho ao volume demandado. Essa recuperação da oferta só deve começar no ano que vem, mas pode não ser o suficiente para conter a alta dos preços. Em 2011, se o consumo continuar em baixa a arroba deve ficar na casa dos R$ 100,00 a R$ 105,00. Observando a variação média dos preços do primeiro para o segundo semestre, historicamente sobem 9%, fechando assim a valores teto de R$ 110,00 a arroba.

Observando a variação média dos preços do primeiro para o segundo semestre, historicamente sobem 9%, fechando assim a valores teto de R$ 110,00 a arroba. No ano passado, os preços estavam até 20% mais altos que no primeiro semestre. Assim sendo, a cotação do boi ficaria superior a R$ 115,00 a arroba. Na parcial de julho de 2011, a média do mês para a arroba estava em R$ 98,92, contra os R$ 84,98 vistos nos primeiros 13 dias de julho do ano passado.

Fonte: Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica

Especial: Perspectivas para 2011/2012




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