Produtos Serviços e
Suporte
 Peças Crédito Rede de
Concessionários
 Conheça a
John Deere
 Veja Mais 
Informações de Mercado>Algodão
Calendário de Eventos
Notícias
Info Campo
Informações de Mercado
Algodão
Arroz
Boi
Café
Cana, Açúcar e Álcool
Citros
Feijão
Frango
Leite
Milho
Soja
Suíno
Trigo
Cantinho Infantil
O Sulco
John Deere Collection
Banco de Imagens
Papéis de Parede
Protetor de Tela
Depoimentos de Clientes John Deere
Campanhas
Algodão: Tendência de estabilidade no curto prazo e alta no longo prazo

Colheita de Algodão No mês de agosto, os preços internacionais do algodão acumulam uma queda de 9,9% e um recuo de 3,6% no ano. Porém, nos últimos 12 meses, o algodão registra uma de alta de 11,5%. Há mais algodão no mercado disponível com o avanço da colheita, mas ainda há uma queda de braço entre quem precisa comprar e quem precisa vender. A indústria segue negociando aos poucos, já que continuam a receber o produto contratado antecipadamente. Para entrega em agosto, os contratos antecipados a preços fixos tiveram média de R$ 1,2421 por libra-peso, variando entre R$ 1,15 por libra-peso e R$ 1,36 por libra-peso. Dados da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) apontam que, até julho, foram negociadas 1,435 milhão de toneladas da safra 2006/2007, o que corresponde a 94% da produção total estimada pela Conab em 1,524 milhão de toneladas. Do total negociado, 808 mil toneladas são destinadas ao mercado interno e 626 mil toneladas ao mercado externo. Apesar de pequeno, o volume disponível ainda é suficiente para atender à demanda interna em mais de um mês. Além disso, nos próximos 30 dias, deve aumentar a oferta do produto da safra 2007/2008. Outro fator de pressão sobre os preços e que tende a se manter durante o mês de agosto, são os compromissos financeiros que os produtores têm com os custos de colheita e beneficiamento da pluma. Desta forma, a tendência é de que as cotações continuem sem grande força para reação nos próximos dias, em função da acumulação da oferta de pluma recém beneficiada que vai adentrando na disponibilidade interna, e também pela falta de sinalização positiva em termos de suporte de preços para o médio prazo no mercado internacional. As exportações de algodão devem totalizar 520 mil toneladas em 2008, um crescimento de 24% sobre o ciclo anterior. O algodão brasileiro tem avançado em países da União Européia - mais exigentes em relação à qualidade da pluma, e também na Ásia.

Segundo o décimo primeiro levantamento da safra de grãos 2007/2008, anunciado pela Conab em agosto, o algodão no País, teve uma variação negativa de 1,2% na área cultivada. Em termos de região Centro-Sul, o decréscimo foi de 5,4%, com redução em todos os estados da região. O Norte-Nordeste apresentou um crescimento de 7,6%, observado, principalmente, nas regiões de Cerrado dos Estados da Bahia, do Maranhão e do Piauí. A produção de algodão em pluma deverá ficar 1,561 milhão de pluma, 2,7% superior à produção de 2006/2007. A cultura, nos últimos anos vem migrando dos Estados de São Paulo e do Paraná, para a região de cerrado (Mato Grosso, Goiás, Oeste da Bahia, Sul do Piauí e Sul do Maranhão, onde predomina grandes áreas planas), que aliada à alta tecnologia, vem obtendo produtividades recordes. A colheita de algodão está em ritmo lento no país, sobretudo no Mato Grosso e em Goiás, respectivamente primeiro e terceiro maiores Estados produtores nacionais. O atraso reflete as chuvas sobre as regiões produtoras e também um ciclo de desenvolvimento mais longo da pluma. Até a última semana, 58% da safra brasileira 2007/2008 foi colhida. No mesmo período do ano passado 70% dos trabalhos estavam concluídos. No Mato Grosso, que responde por mais de 50% da produção nacional, os volumes colhidos totalizam 70%, contra 68% sobre o mesmo mês de 2007. No oeste baiano, segunda maior região produtora, a colheita está fluindo bem, com 55% do total concluído, ante 60% em 2007. Mas o que mais chama a atenção dos produtores este ano é o ciclo mais longo para o desenvolvimento do algodão. Isso tem ocorrido em regiões de maior altitude. Em regiões mais altas o desenvolvimento da pluma é mais lento porque as noites são mais frias. É o caso do algodão plantado em Goiás. O algodão de regiões mais altas, onde o ciclo é longo, apresenta uma qualidade melhor, com pluma mais fina. Os Estados de São Paulo e Paraná, que começam a colheita da pluma mais cedo, a partir de março, praticamente já finalizaram os trabalhos. No norte do Mato Grosso do Sul e na Bahia o fluxo da colheita segue em um bom ritmo. No Centro-Oeste, a colheita tem início a partir de junho.

Colhedora John Deere em ação Para este ciclo 2007/2008, a oferta e a demanda interna de algodão estará mais folgada. A produção está avaliada em 1,561 milhão de toneladas. Quanto ao consumo, há de se ressaltar que já está praticamente consolidado que a demanda, por parte da indústria têxtil, no ano de 2007, totalizou 1,009 milhão de toneladas, e para o ano de 2008 a estimativa de consumo é de 1,050 milhão de toneladas, o que, em termos percentuais, equivale a um incremento de 3,9%. Ainda assim, bem inferior à taxa de crescimento da economia no ano passado que ficou estabelecida em aproximadamente 5,4%. Quando às exportações, ressalta-se que no ano de 2007 o volume total embarcado foi de 419,4 mil toneladas. Para o ano de 2008 a Conab continua trabalhando com projeção de que sejam exportadas 520,0 mil toneladas, haja vista que o volume de negócios registrados com esta finalidade é superior ao do ano anterior. Com referência às importações efetuadas no decorrer do ano de 2007, os dados da Secex apontam para um montante de 96,8 mil toneladas de pluma. Para o ano de 2008, a projeção é de redução, para 60,0 mil toneladas, tendo em vista a maior oferta do produto no mercado interno na corrente safra e a tendência de elevação dos preços do produto no mercado internacional. Para atender à demanda da indústria têxtil nacional, no período de entressafra, e ainda honrar compromissos assumidos com a exportação do produto, o remanescente de estoque de passagem ao final do ano de 2007 totalizou 382,3 mil toneladas de pluma. Para 2008, projeta-se uma quantidade superior, devendo totalizar, aproximadamente, 434,1 mil toneladas, o que em termos de demanda total interna (consumo mais e exportação), atende às necessidades do mercado por um período de 3,3 meses.

No Brasil, para a safra 2008/2009, a projeção é de redução da área de plantio de algodão. A estimativa anterior de redução da área plantada no País na safra 2008/2009 era de 20%. A projeção atual é de uma redução de 9,6%, para 980 mil hectares. Os preços em alta dos fertilizantes, dos inseticidas e dos fungicidas, são responsáveis pela forte alta do custo de produção do algodão para a safra 2008/2009. Os adubos representam 35% do custo variável total da lavoura de algodão. O custo variável na região de Sorriso, no Mato Grosso, maior produtor nacional, é de R$ 3.950 por hectare, contra R$ 3.071 na safra anterior, um aumento de 28,6%. O forte recuo dos preços da soja e do milho desde julho diminuiu a diferença de rentabilidade entre os grãos e a fibra, o que fez aumentar a intenção de plantio para a próxima safra 2008/2009. No primeiro levantamento, os preços da soja e do milho estavam no auge de alta na Bolsa de Chicago. Embora a rentabilidade do algodão ainda seja negativa, os produtores ainda devem esperar para ver o que ocorre com o mercado de commodities até decidir o que plantar. Entretanto, não há muito espaço para reduções drásticas porque cerca de 30% da safra 2008/2009 já foi vendida pelos cotonicultores. Dependendo dos preços até a época do plantio poderá ocorrer uma variação para mais ou para menos na intenção dos produtores para a safra 2008/2009. O custo de produção da próxima safra 2008/2009 está estimado em 85 centavos de dólar por libra-peso, contra um preço atual no mercado externo de 65 a 68 centavos de dólar por libra-peso. Os Estados que devem apresentar maior redução de área são o Mato Grosso (-14%), maior produtor nacional, Piauí (-41%), Goiás (-6%) e Bahia (-1% a -4%). A redução na Bahia deve ser menor que em outros locais por conta dos investimentos de grandes empresas no oeste baiano. Outro fator é que na Bahia os produtores não têm a opção de plantar safrinha por conta do regime climático, o que os deixa com poucas opções para a safra principal.

No mercado internacional, os estoques mundiais de algodão devem diminuir 8,6%, para 11,10 milhões de toneladas em 2008/2009, segundo relatório do Comitê Internacional do Algodão (ICAC). A queda dos atuais 12,14 milhões de toneladas será provocada pelo recuo na produção. A redução do uso do algodão pela indústria está desestimulando a produção. Os estoques nos Estados Unidos terão forte redução, pois a oferta acumulada durante as duas temporadas anteriores irá impulsionar as exportações. A produção mundial deve cair para 25,48 milhões de toneladas em 2008/2009 devido à diminuição na área plantada e na produtividade. No ano anterior a produção foi de 26,24 milhões de toneladas. O uso global de algodão na indústria deve cair para 26,61 milhões de toneladas em conseqüência do crescimento econômico mais lento e dos preços mais altos do algodão em relação ao poliéster. O uso global no ano anterior foi de 26,76 milhões de toneladas. O Índice de preços Cotlook A é estimado em uma média de 79 cents por libra-peso em 2008/2009, em comparação a 73 cents por libra-peso em 2007/2008.

Fonte: Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica

Setembro/2008




  ImpressãoImpressão   
Copyright © 1996-2008 Deere & Company.
All Rights Reserved.
Mapa do Site | Privacidade | Uso Legal