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CAFÉ: TENDÊNCIA DE PREÇOS ESTÁVEIS NO CURTO E NO LONGO PRAZO NO MERCADO INTERNO E NO MERCADO EXTERNO

Trator John Deere em ação Os preços futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) permanecerão sustentados em níveis elevados durante 2011/2012. Os preços futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) podem testar a parte de baixo de um intervalo entre 250 centavos de dólar por librapeso e 270 centavos de dólar por librapeso neste segundo semestre de 2011. Entre outros fatores, o clima seco e sem novos riscos de geadas no Brasil tem pressionado os contratos. O avanço da colheita 2011/2012 no Brasil limita a alta dos preços. Além disso, o ambiente macroeconômico tem sido desfavorável à tomada de risco pelos investidores.

A crise na Europa e a incerteza com relação ao ritmo de recuperação da economia dos Estados Unidos tiram o interesse de investidores por ativos de risco, como bolsas e commodities. A demanda da indústria para embarques de setembro em diante está começando um pouco mais cedo. Este fator pode oferecer suporte aos preços abaixo de 250 centavos de dólar por libra-peso. O estoque de passagem no Brasil está estimado em 4,0 milhões de sacas de 60 Kg em 1º de julho passado. O volume considera o estoque do governo, que está projetado em 2,037 milhões de sacas de 60 Kg. O aumento do consumo interno, estimulado pelo crescimento da economia brasileira, e a alta demanda do exterior, deixa uma situação de oferta muito apertada, especialmente para o primeiro semestre de 2012. Nos últimos 12 meses as exportações brasileiras de café foram recordes, de 34,9 milhões de sacas de 60 Kg. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica safra de 48,1 milhões de sacas de 60 Kg (36,8 milhões de sacas de 60 Kg de arábica e 11,3 milhões de sacas de 60 Kg de robusta). A colheita da safra atual 2011/2012 alcança atualmente 40% e é de muito boa qualidade.

Colheita de café Após os preços do café atingirem a marca recorde de R$ 555 por saca de 60 Kg em maio deste ano no Brasil, os valores começam a recuar. As principais razões são a entrada da nova safra 2011/2012, o desaquecimento da demanda mundial e a atual situação macroeconômica dos principais consumidores do produto. Com uma oferta mundial de café bastante restrita no ano passado, os preços do produto eram de R$ 280 por saca de 60 Kg em janeiro de 2010 e começaram a subir já no final do mesmo ano. Em janeiro deste ano os valores já superavam os R$ 435 por saca de 60 Kg, o que representa uma alta de 55%. Essa valorização se deu pela quebra de safra no mundo, aliado aos baixos estoques e uma demanda extremamente aquecida, tanto no Brasil quanto nos principais países consumidores. Em maio deste ano o setor registrou no Brasil o maior valor nominal de toda a série de preços, atingindo R$ 555 por saca de 60 Kg. Na média do mês de maio o café ficou em R$ 530,70 por saca de 60 Kg. O preço da saca começou a subir desde a safra anterior, a partir de julho, até atingir os patamares recordes vistos entre abril e maio. A razão principal foi a escassez de grãos no mercado mundial. Muitos países estavam com problemas de ofertas e os estoques estavam muito baixos. Desde fevereiro os preços no Brasil ultrapassaram a casa dos R$ 500 por saca de 60 Kg.

A partir daí os preços começaram a recuar dado o começo da colheita da safra deste ano. Os preços que normalmente recuariam já no mês de maio, com a entrada da nova safra, acabaram sustentados pelos problemas de geadas em alguns estados. Entretanto isso não sustentou os valores começaram a recuar. A colheita da safra brasileira e o atual cenário macroeconômico dos principais consumidores do produto ajudaram as cotações a recuarem no final de junho. De junho para julho, a cotação média recuou de R$ 518,40 para R$ 447,67 por saca de 60 Kg. Além das fortes baixas no mercado internacional, a pressão vem do bom andamento da colheita da safra brasileira 2011/12. A colheita do grão tem sido favorecida pelo clima no Brasil. Além disso, o tempo bom tem elevado a qualidade do grão, permitindo que a maioria dos lotes apresente bebida dura ou melhor.

Fonte: Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica

Especial: Perspectivas para 2011/2012




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