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FRANGO: TENDÊNCIA DE ALTA DOS PREÇOS NESTE 2º SEMESTRE DE 2011

Frango Para 2011, com preços médios do milho e do farelo de soja mais altos, a tendência é de alta do frango e da carne de frango em relação aos níveis praticados durante 2010. Os preços também serão sustentados pela demanda interna firme, exportações aquecidas, preços mundiais das carnes em níveis recordes e pelos preços mais elevados do boi e da carne bovina no Brasil. Após atingir níveis recordes na primeira quinzena de março de 2011, de R$ 2,10 o quilo vivo na Região Sudeste, o preço do frango vivo registrou uma queda no primeiro semestre, mas voltou a subir neste segundo semestre de 2011 e está cotado a R$ 1,80 o quilo.

Frango É clara a percepção de que a oferta atual de aves vivas é menor que a de meses ou mesmo de semanas anteriores. E esse fato aliado à chegada da entressafra da carne começa, enfim, a impulsionar os preços do produto e a preparar caminho para a retomada dos valores praticados no início do ano e entre fevereiro e março de 2011, ocasiões em que a remuneração proporcionada ao frango vivo superou a marca dos R$ 2,00/kg. A disponibilidade de aves prontas para o abate é relativamente limitada, na prática, quem precisar comprar frango vivo no mercado spot terá que disputar preços. Remunerado, habitualmente, por valores superiores aos de São Paulo, o frango vivo comercializado em Minas Gerais vem, desde o início de julho corrente, mantendo a mesma cotação registrada no interior paulista, fato bastante raro. Em decorrência, os índices de evolução registrados pelo frango mineiro têm sido inferiores aos do produto paulista. Em relação a junho passado (últimos 30 dias), o frango vivo experimentou valorização de 9,1% em São Paulo e de 5,9% em Minas Gerais. Comparativamente aos valores praticados no início de 2011, nas duas praças os preços continuam inferiores. Em Minas gerais, acusa redução de 18%, enquanto a de São Paulo atinge 14%. Por fim, nos últimos 12 meses o frango de Minas Gerais apresentou variação de preço de apenas 2,9% (R$ 1,75/kg em 21 de julho de 2010), enquanto o preço de São Paulo teve incremento de 12,5% (R$ 1,60/kg há um ano).

Deduzidas dos cerca de 1,090 milhão de toneladas de carne de frango produzidas em junho de 2011 as 331 mil toneladas exportadas, conclui-se terem permanecido no mercado interno no mês de encerramento do primeiro semestre deste ano aproximadamente 758 mil toneladas do produto. O volume disponibilizado significou aumento de 5,9% sobre junho de 2010 e redução de 3,1% sobre o mês anterior, maio de 2011. Essa redução, no entanto, foi apenas nominal, porquanto em termos reais (oferta diária de um e outro mês), o volume disponibilizado em junho foi praticamente o mesmo de maio (acréscimo de 0,1%). Em função desse resultado, o volume acumulado nos seis primeiros meses de 2011 aumentou 6,6%, praticamente a mesma variação observada no acumulado dos últimos 12 meses. O volume de carne de frango ofertado internamente em junho passado – 757.899 toneladas – correspondeu, em valores reais (isto é, considerada a oferta diária do produto), a 95,6% do volume registrado em janeiro.

Repetiu-se, praticamente, o que havia sido registrado em abril, mas o resultado apresentado é diferente do mês anterior, maio de 2011, quando o total ofertado ficou muito próximo do alcançado no início do ano – o que pode ser considerado excessivo. O volume ofertado volta a reaproximar-se da curva histórica. Normalmente, considerando a média 2005/2010, o volume de junho de cada exercício corresponde a cerca de 90% do registrado em janeiro. Neste ano, ficou em 6,5% acima da curva histórica - a menor variação do segundo semestre e, também, clara demonstração da busca pela readequação ao mercado efetivo. Essa é a sinalização de que a oferta interna de julho corrente vem sendo menor que a de meses anteriores. Se isso efetivamente se comprovar, a disponibilidade de carne de frango estará retornando à sua curva histórica, fator que assegura melhor remuneração ao setor produtivo. Para 2011, a projeção é de um aumento de 10% da produção brasileira de carne de frango, para 13,543 milhões de toneladas, contra 12,312 milhões de toneladas em 2010. Com as exportações estimadas em 2011 em 4,0 milhões de toneladas, a oferta interna de carne de frango subiria 12,2%, para 9,5 milhões de toneladas.

Fonte: Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica

Especial: Perspectivas para 2011/2012




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