Início
Agrícola
 Produtos Serviços e
Suporte
 Peças Crédito Rede de
Concessionários
 Conheça a
John Deere
 Veja Mais 
Informações de Mercado>Frango
Calendário de Eventos
Notícias
Info Campo
Informações de Mercado
Algodão
Arroz
Boi
Café
Cana, Açúcar e Álcool
Citros
Feijão
Frango
Leite
Milho
Soja
Suíno
Trigo
Cantinho Infantil
O Sulco
John Deere Collection
Banco de Imagens
Papéis de Parede
Protetor de Tela
Depoimentos de Clientes John Deere
Campanhas
Frango: Estabilidade no curto prazo e no longo prazo

Frango A tendência é de estabilidade dos preços do frango vivo e da carne de frango no curto e no longo prazo. Os preços do frango vivo devem se recuperar durante o segundo semestre deste ano, mas ainda ficarão abaixo dos níveis praticados em 2009. O preço do frango vivo iniciou uma trajetória de recuperação neste mês de julho. Desde o início de julho, a ave viva acumula alta de 14,3% em São Paulo e é foi vendida a R$ 1,60 por quilo. A retomada, no entanto, não foi suficiente para recuperar as perdas recentes dos produtores. No acumulado de 2010, o preço do frango vivo ainda cai 3%. Os valores atuais também são menores do que os cobrados em fevereiro, quando o frango chegou a retornar ao patamar de R$ 1,65 por quilo, verificado ao final de 2008. Esse movimento - até agora pontual, mas visto por alguns produtores como tendência - deve-se principalmente ao fim do desequilíbrio de mercado ocasionado pela proibição das vendas de frango temperado pelo Ministério da Agricultura, em vigor desde abril deste ano. Com essa medida, tomada pelo governo para inibir fraudes em relação à mistura de água no produto, muitos produtores migraram do frango temperado para o “in natura”, provocando queda nos preços da ave abatida. Com isso, caiu também o preço pago às granjas pela ave viva. Passado o período de ajustes, os preços começaram a subir.

O recente aumento nos preços da carne bovina, refletindo a alta do boi gordo, também dá suporte ao frango, já que as duas proteínas disputam o mesmo consumidor. Além disso, a expectativa de continuidade da recuperação das exportações deve estimular preços mais altos do que os praticados nos últimos meses nas granjas. Em relação ao preço vigente um mês atrás, em 12 de junho passado, São Paulo obteve uma valorização de 18,52% e Minas Gerais de 16,66%. Por enquanto, porém, somente Minas Gerais registra algum ganho no ano: como em 31 de dezembro de 2009 vigorava, nas duas praças, a mesma cotação (R$ 1,65/kg), Minas Gerais tem um ganho de cerca de 6%, enquanto São Paulo permanece com uma perda, agora menor, de pouco mais de 3%. Em função desse ganho, registra-se neste instante o maior preço médio mensal dos últimos quatro meses – R$ 1,50/kg. E isso significa dizer que, embora em reversão após vários meses, o valor pago ao produtor continua aquém daquele recebido em janeiro, fevereiro e março de 2010. Como continua aquém, também, do valor recebido há um ano – R$ 1,80/kg na média do mês.

Frango As exportações brasileiras de frango recuaram 0,3% no 1º semestre. A diferença continua sendo pequena, mas as exportações brasileiras de carne de frango realizadas antes da crise econômica mundial - isto é, no 1º semestre de 2008 - continuam imbatíveis. Em 2010, nos mesmos seis meses, foram exportados 1,802 milhão de toneladas do produto, 2,2% a menos que o recorde de 1,842 milhão de toneladas de dois anos atrás. Embora por diferença insignificante (-0,2%), o volume ora exportado acabou ficando ligeiramente aquém do registrado no 1º semestre do ano passado, ocasião em que os embarques somaram 1,807 milhão de toneladas. Uma ligeira queda de 0,3%. Os resultados observados refletem, com certeza, o momento econômico mundial, ainda de tentativa de superação das dificuldades. Assim, recuaram as vendas externas dos produtos com maior valor agregado, casos específicos da carne de frango salgada, cujo volume recuou 10%, e dos industrializados de frango, com recuo de 12,5%. É verdade que a queda nas vendas de carne salgada é reflexo, igualmente, de medidas protecionistas adotadas pela União Europeia. Mas, no fundo, a mudança de regras tem, também, caráter econômico. Dessa forma, o único item que teve expansão de volume no mix dos quatro itens exportados foi o mais barato – o frango inteiro. Cujo volume aumentou 2,5%, mas cuja receita cambial teve expansão de 16,6%, o que denota melhora no preço médio do produto. Os cortes de frango, por sua vez, mantiveram, na prática, o mesmo volume registrado nos seis primeiros meses de 2009 – perto de 941 mil toneladas. Mas também seu preço médio aumentou, visto que a receita cambial do produto apresentou incremento de 19,3%. A despeito do sensível decréscimo no volume, a carne de frango salgada e os industrializados de frango tiveram comportamento opostos, a primeira registrando aumento de receita de 18,4% e os industrializados uma perda de receita de 15,2%. Como consequência, a receita cambial do semestre – que somou US$ 3,108 bilhões e representou 3,5% de todas as exportações brasileiras – apresentou incremento de 15,3%.

Consideradas as projeções do IBGE, estimando para o início de 2010 uma população, no Brasil, da ordem de 196 milhões de habitantes, o volume de carne de frango ofertado internamente em janeiro de 2010 correspondeu a uma disponibilidade anual superior a 45 Kg. Esse nível só é inferior à alcançada em novembro de 2008, mês em que o setor enfrentou a combinação de uma alta produção com forte refluxo das exportações (crise econômica mundial). Mantido o mesmo raciocínio – depois de um brevíssimo interregno em fevereiro, no mês seguinte, março, a oferta registrada no mercado interno (668 mil toneladas) voltou a corresponder a um per capita anual superior a 40 Kg. A partir daí não se sabe com certeza como essa disponibilidade evoluiu. Mas aceitas as indicações de que: a produção de pintos de corte permanece ao redor dos 500 milhões de cabeças mensais (equivalendo, pois, a um volume de carne de frango de no mínimo 1 milhão de toneladas); e, as exportações devem fechar este semestre com variação mínima em relação ao mesmo período do ano passado (1,807 milhão de toneladas entre janeiro e junho de 2009), é forçoso concluir que a oferta interna do quadrimestre março-junho permaneceu com uma disponibilidade equivalente a mais de 40 Kg per capita – o que eleva a média do semestre para mais de 41 Kg per capita, um volume 19% superior ao alcançado no primeiro semestre do ano passado. Como há um mês, fica a ressalva de que a população brasileira pode, no momento, se encontrar em um patamar inferior àquele projetado pelo IBGE há alguns anos. E se isso for verdadeiro, a disponibilidade per capita atual de carne de frango vem sendo ainda maior.

Fonte: Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica

Especial: Perspectivas para 2010/2011




  ImpressãoImpressão   
Copyright © 2010 Deere & Company.
All Rights Reserved.
Mapa do Site | Privacidade | Uso Legal